Mostrando postagens com marcador Empreendedorismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Empreendedorismo. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de junho de 2011

Negócios

        

           As dez características dos empreendedores de sucesso


O consultor americano Stephen covey diz que Os donos de negócios bem-sucedidos são mais parecidos do que se imagina            Por Carolina Sanchez

Transformar uma idéia em um grande negócio é a aspiração de todo empreendedor. Quem já se aventurou por esse caminho sabe bem o quão difícil é chegar ao objetivo traçado. Os primeiros passos dão a sensação de uma missão impossível. A maioria dos projetos definha no meio do caminho. Mas há inúmeras histórias de pessoas que começaram praticamente sozinhas e hoje comandam grandes organizações. Casos isolados, de gênios ou sujeitos de sorte? Ao que parece, não.
Há muitas semelhanças entre os bem-sucedidos e, se você seguir os mesmos padrões, terá mais chance de realizar as suas ambições. Stephen Covey, autor dos best-sellers Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes e O 8° Hábito, além de fundador da consultoria FranklinCovey, identificou dez características presentes nesses empreendedores. "Toda empresa que hoje é de grande porte já foi pequena um dia. Todos os empreendedores que estão à frente delas já experimentaram fracassos significativos, porém, tiraram proveito deles, aprenderam a persistir, a focar nas demandas do mercado e a buscar novas maneiras de fazer acontecer", afirma Covey.
De acordo com o guru da auto-ajuda, os empreendedores de sucesso correm atrás das oportunidades. "Eles não esperam que as oportunidades venham até eles. São pró-ativos e estão sempre preparados para receber novidades", afirma. O empresário Orácio Kuradomi nunca se acomodou. Sempre buscou complicação – no bom sentido. Começou seu negócio próprio aos 16 anos. "Fui emancipado para poder abrir minha empresa", conta. Aos 15 anos, quando ingressou em uma companhia como programador, começou a atender grandes empresários e, durante seis meses, foi convidado para trabalhar com vários deles. "Percebi, então, que poderia abrir um negócio", diz. Hoje ele é presidente da Microfrequência, uma empresa que desenvolve sistemas de segurança e monitoramento de internet, fatura R$ 1 milhão por ano, tem 15 funcionários e cerca de mil clientes em sua carteira.
Trabalho em equipe
Cristiano Veneri Miano também começou cedo. Aos 19 anos, fundou a DigiPronto, com o objetivo de desenvolver páginas de internet para empresas. "Estava no segundo ano de faculdade e trabalhava com informática desde os 14, por gosto", conta ele. O impulso surgiu do descontentamento no emprego. Ele era responsável pelo braço de uma empresa que, aproveitando a bolha da internet, entrou nesse mercado oferecendo uma espécie de shopping virtual para lojistas. "Fiquei um pouco decepcionado porque tentávamos vender uma solução de internet para lojistas pequenos e havia um grande mercado entre as multinacionais, que estavam sendo pressionadas para implantar web no Brasil", afirma.
Ele decidiu, então, pegar seu computador e se mudar para uma sala no escritório da mãe. Hoje fatura R$ 1 milhão anualmente, tem 300 clientes ativos e comanda uma equipe de 20 pessoas. Tanto Kuradomi como Miano tiveram a consciência, logo no início, de que, se quisessem fazer seus empreendimentos crescer, não poderiam trabalhar sozinhos. Miano começou fazendo sites para as pequenas empresas e anunciando seu trabalho no jornal. Em três meses, o volume de trabalho começou a crescer e ele sentiu a necessidade de contratar um estagiário.
O primeiro parceiro de Kuradomi foi o pai, que o ajudou a superar a dificuldade de conseguir crédito para comprar computadores. Assim que se estruturou, montou uma equipe de vendas para poder se concentrar na idealização do negócio. A valorização do trabalho em equipe identificada por esses empresários é uma característica de sucesso apontada por Covey. "Eles reconhecem que formar uma equipe significa obter resultados. Sabem que jamais uma pessoa sozinha será responsável pelo êxito de qualquer empreendimento. São atenciosos e valorizam aqueles que merecem", afirma.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

franquias


“Como encontrar franquias confiáveis?  
 Como saber se a rede é séria e idônea?"

                 Para descobrir se a rede de franquias é séria e idônea, basta seguir alguns passos:

Por Ricardo Bomeny*
Divulgação1. Converse com o máximo de franqueados que você conseguir. O ideal é pegar pessoas com diferentes perfis, como um franqueado próximo e um distante do franqueador, bem como um antigo e um proprietário de uma unidade recém-inaugurada.
2. Verifique o sucesso dos franqueados da rede, ou seja, cheque a parte financeira, o relacionamento com o franqueador, se há intenção de abrir novas unidades e se estão satisfeitos com o suporte dado pela rede, por exemplo.
3. Na conversa com os franqueados, certifique-se se a rede cumpriu e entregou o que propôs nos materiais de venda e na COF – Circular de Oferta de Franquias.
4. Cheque o Serasa do franqueador.
5. Descubra quem são os fornecedores da rede e também converse com eles.
6. Confira todas as contas de projeções de vendas apresentadas, se não souber como, peça ajuda a um especialista.
7. Verifique se o registro de marca do franqueador está em ordem.
8. Peça explicações sobre as eventuais ações e disputas
judiciais do franqueador com seus franqueados, também procure escutar a outra parte envolvida nos processos.
9. Pergunte quantas unidades fecharam, ano a ano, nos últimos cinco anos, e compare o crescimento da rede nesse mesmo período.
10. Leia com muita atenção a COF – Circular de Oferta de Franquias.
11. Veja se a marca esta associada à ABF – Associação Brasileira de Franchising e se obteve o Selo de Excelência, que representa a qualidade das redes como franqueadoras.
Se fizer tudo isso, com seriedade e profundidade, dificilmente será enganado por um franqueador mal intencionado ou pela sua própria ansiedade em ter seu próprio negócio.
* Ricardo Bomeny é presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF)
>> Tem dúvidas sobre franquias? Mande a sua pergunta para especialistapegn@edglobo.com.br e coloque a palavra FRANQUIA no assunto do e-mail. Ricardo Bomeny responde a uma questão por mês aqui no site da Pequenas Empresas. Para ver as dúvidas já respondidas,
Leia Mais


       BônusCard Premium
  • Olá, Conheça o Programa Bônuscard Compras, Franquia de Apenas 100 reais: Porque deveria participar do programa? 1- Seria distribuidor de um cartão magnético, aceito em mais de 800.000 estabelecimentos por todo o Brasil, Indicando apenas 5 novos associados garante uma renda de R$1325,00 reais todos os meses por toda a vida; 2- Investimento único de R$100,00 reais e mensalidade de 50 reais. Todos na rede pagam mensalidade pois são elas que garantem a sua renda por toda a vida; 3- Cartão com bandeira própria aceito em toda a redecard; 4- Em breve também, descontos em redes de farmácias pague menos; 5- Não há limites de ganhos, pois tudo depende do seu trabalho; 6-Seguro de Vida no Valor de R$ 30.000,00; 7-Seguro de acidentes pessoais no Valor de R$ 40.000,00; 8- Seguro Funeral no valor de R$ 3.000,00; 9- Abertura de Conta com cartão de crédito do banco Itaú ou Santander sem SPC/SERASA; 10-Instalação do Banco de Bolso "Mobile Payment" no celular do Associado; 11-Instalação do POS (Point of Sale) no computador do Associado. 12-50% de desconto em toda a rede CINEMARK; Portanto, venha fazer parte de nossa Família BônusCard e tenha certeza de que faremos de tudo para que tenha muito sucesso, pois somente assim, nós também teremos. Tenha certeza que fez uma ótima Escolha para você e sua família. Qualquer dúvida, se preferir pode me add no msn pessoal vinityler@hotmail.com ou pelo Skype: roboticalan, ou ainda pelo fone TIM: 91 83081226 e residencial 91 32637067 Forte Abraço, fica com Deus e muito sucesso! "Somos mais que um negócio, somos um estilo de vida!” Lhe convido ainda, caso ainda não tenha assistido, à nossa conferência ao vivo aos sábados às 16 horas, horário de Brasília, onde pode sanar muitas dúvidas em tempo real: www.roboticalan.ws/aovivo Sinceramente, Vinícius Costa Robótica Lan 12.139.339/0001-52 Visite Nosso Site: http://www.roboticalan.ws/

    

                 Cinco opções de negócios

                      para abrir em casa

                     Com menos de R$ 1 mil dá para  começar     

                      a trabalhar no seu home office

         Por Lorena Vicini
Com o grande número de multinacionais que o Brasil sedia, é considerável também o volume de material a ser traduzido pelas suas filiais. Assim, a tradução técnica, como é chamada quando especializada em algum segmento, ganha volume e requer colaboradores qualificados.
 ShutterstockFormada em letras, depois de trabalhar por algum tempo em um escritório de tradução em São Paulo, a tradutora Chrystal Caratta percebeu que poderia tranquilamente transferir todo o serviço para o esquema home office. “Como todo o fluxo do trabalho funcionava on-line, eu precisava cada vez menos ir ao escritório”, conta. Chrystal presta serviço para agências de tradução, que normalmente fazem o primeiro contato com o cliente e usam o serviço de profissionais autônomos para absorver o grande fluxo de trabalho.
Para atuar na área da tradução, ao contrário do que costuma se pensar, não basta conhecer bem outro idioma: é necessário também ter domínio sobre do português. Chrystal reforça a importância de uma cultura geral bem ampla para ser um bom tradutor. “É preciso se informar diariamente sobre os mais diversos assuntos, porque nunca se sabe o tipo de material que vai cair na sua mão para ser traduzido. Quanto maior familiaridade com o jargão de várias áreas o profissional tiver, melhor vai ser o resultado do seu trabalho”, diz.
Além disso, são necessários bons dicionários bilíngues, monolíngues e de língua portuguesa. É imprescindível ainda o domínio de programas de tradução, que agilizam e profissionalizam a atividade. As agências costumam oferecer descontos nas licenças desses programas para seus tradutores colaboradores. Chrystal conta ainda que as agências esperam autonomia e independência do tradutor: após o envio do material, o profissional deve desenvolver o projeto por si, sem ficar ligando para tirar dúvidas ou pedir opinião.
Negócio Tradução de material técnico

Investimento inicial R$ 3.000 (licença do programa de tradução, dicionários e montagem de um mini-escritório)
Faturamento médio mensal R$ 5.000
Média mensal de vendas 90.000 palavras
Preço médio de venda R$ 0,10 a palavra
A participação da mulher no mercado de trabalho como fato consolidado e, com isso, um incremento na sua renda, faz com que os negócios voltados para o público feminino configurem um nicho bastante promissor. Entre eles, a confecção de bijuterias. Com uma diversidade de apetrechos, materiais e preços, a atividade conquista empreendedores que veem no negócio uma chance de obter uma boa renda trabalhando de casa.

                
                   Confecção de bijuterias
 ShutterstockA artista plástica Camila Rahal, embora seja daquelas que nunca pensou em trabalhar em empresa, começou no ramo por acaso. Quando ficou grávida e se viu obrigada a trancar provisoriamente a faculdade, para não enlouquecer com tanto tempo livre em casa fazia bijuterias para si mesma, sem a pretensão de vendê-las. Mas bastou as amigas verem as peças para que os pedidos começassem, logo gerando uma rede de clientes. Frente às crescentes encomendas, a artista viu ali uma oportunidade de negócios realista com a sua futura condição de mãe e passou a investir na ideia. “Fazia peças, tirava fotos e enviava para as conhecidas por e-mail. Hoje com as redes sociais, ficou ainda mais fácil atualizar as clientes das minhas criações”, diz. A internet se mostra uma grande aliada nesse segmento já que, além da propaganda on-line gratuita (por blogs, fotologs e redes sociais), é possível se cadastrar em sites de vendas especializados em artesanato, como o Elo7.
Há seis anos no ramo, Camila ressalta a importância da participação em feiras. “Dá visibilidade e aumenta a clientela, que às vezes não pode comprar naquela hora, mas entra em contato depois”, comenta. Para esses eventos, ela ressalta que possuir uma máquina de cartão de crédito e débito é imprescindível. Outra frente de negócio, além das feiras e da internet, são as lojas que compram as peças dos artesãos e as revendem.

A artista lembra ainda de órgãos do governo que têm como objetivo auxiliar os artesãos, a Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (SUTACO), que oferece vantagens em impostos e crédito na compra de material.

Negócio Confecção de bijuteriasInvestimento inicial R$ 800 (ferramentas, peças para a montagem das bijuterias, cola, expositores, espelho e montagem de uma mini-oficina)
Faturamento médio mensal R$ 800
Média mensal de vendas 15 peças
Preço médio de venda R$ 65 





                                          Consultoria de imagem

 ShutterstockEm tempos de “imagem é tudo”, a roupa que se veste e a maneira como se porta passam a contar de maneira decisiva em todas as esferas da vida. Com esse novo espírito em vigor, uma profissão antes operada de maneira informal - pela opinião dos amigos - ganha espaço e legitimação no mercado: a consultora de imagem.
Mara Push, que é psicóloga de formação, conta que decidiu se dedicar à consultoria de imagem depois do nascimento dos filhos. “De alguma maneira, não se deixa de ser psicóloga como consultora de imagem, já que é necessário ouvir as pessoas, gostar de se relacionar e entender o que elas querem quando contratam esse serviço”, diz.
Ao contrário do que se costuma pensar, não basta só entender de moda para trabalhar como consultora de imagem: é feito um trabalho minucioso e personalizado, com base nas medidas, nos gostos, história e estilo de vida de cada pessoa. Depois de uma longa entrevista e um questionário sobre as preferências do cliente, as consultoras montam o que chamam de painel de referência, que contém desde cores e tonalidades que combinam com a pessoa até indicações de livros, pintura e arquitetura. Só então, depois de todas essas etapas, o armário do cliente é analisado e recomenda-se a doação de algumas peças, ajustes de outras e compras de roupas novas. Monta-se então alguns looks, como são chamados os visuais com combinações de peças, e tiradas fotos. Se o cliente optar, pode ainda ser feito um dossiê, com imagens de todo esse processo.
Silvia Beraldo, que abriu uma empresa do ramo com a sócia Alice Ciampolini há três anos, trabalhou no esquema home office desde o começo. Apenas agora, com uma cartela de clientes mais considerável, abriu um escritório. Ainda assim, as duas trabalham muito de casa. “O escritório tem uma função de profissionalizar mais as reuniões, mas passamos mais tempo trabalhando em casa, na residência dos clientes ou em lojas”, conta Silvia.
Tanto Silvia como Mara ressaltam que, nesse ramo, o negócio cresce mesmo é com a indicação. Mas Mara, quando começou, não teve dúvidas: mandou um e-mail para a toda rede de contatos avisando que passaria a se dedicar à consultoria de imagem.
Para quem quer começar nesse ramo, Silvia recomenda fazer um bom curso especializado. Como o público que requisita esses serviços possui, geralmente, uma renda mais elevada, cursos no exterior também são valorizados. “Quanto mais referência, melhor”, aconselha a consultora. Outra dica é ser membro da Associação Internacional de Consultoria de Imagem (AICI), que demonstra um diferencial de profissionalização na área, além de oferecer palestras e proporcionar encontros periódicos com outros profissionais da área.
Mara atua ainda em outra frente de negócios: a parceria com lojas e empresas. “Há empresas que contratam o consultor para readequar o uniforme de seus funcionários e também para vesti-los para um evento especial, como uma premiação”, conta Mara. Para as lojas de roupa ela oferece o serviço de palestras e consultoria, tanto para funcionários como para clientes.

Negócio Consultoria de imagem
Investimento inicial De R$ 2.500 a R$ 10.000 (curso especializado em consultoria de imagem)
Faturamento médio mensal R$ 1.800
Média mensal de vendas 1 trabalho
Preço médio de venda R$ 2.00




            Com menos de R$ 1 mil dá para começar a trabalhar no seu home office Por Lorena Vicini

                    
                      Design gráfico



 Shutterstock

Com uma ampla gama de atuação - desenvolvimento de embalagens, material para divulgação, websites e projetos gráficos para livros, entre outros -, o artista gráfico, também chamado de designer, tem a oportunidade de trabalhar de casa e circular mais livremente entre os diversos segmentos.
Claudia Hein, depois de trabalhar alguns anos na empresa onde aprendeu o ofício, viu as oito horas a serem cumpridas diariamente como um obstáculo. “Eu tinha várias ideias e o desejo de ser mais livre. Então decidi largar o emprego e começar do zero, mesmo sem ter nada em vista”, conta.
A primeira medida a ser tomada, segundo Claudia, é criar um bom portfólio on-line, para que as pessoas possam ver seu trabalho. Nesse primeiro momento, ela colocou ainda anúncios na internet, o que gerou bons projetos. Depois do portfólio pronto, a recomendação é ativar toda a sua rede de conhecidos, deixando-os cientes de sua nova situação de autônomo e da disponibilidade para pegar novos trabalhos. A designer aconselha que, depois desse primeiro momento, o profissional refine a sua área de atuação, dedicando-se em um nicho específico. “Justamente porque é muito amplo, há o perigo de não se especializar em nada, tornando-se um profissional genérico”, diz. Fazer contato com editoras e agências de publicidade também é um bom caminho, já que essas empresas possuem um grande volume de material a ser tratado.
Depois de dois anos atuando como autônoma, a profissional adverte que esse nicho também tem como característica períodos de altos e baixos. “É preciso ter autoconfiança e não se deixar abalar. Eu aproveito quando estou com pouco trabalho para me atualizar, buscar novas referências, pesquisar, desenvolver novas técnicas. Profissional autônomo não para nunca.” Outra tática que utiliza nos períodos mais críticos é acionar a rede de contatos. “Aviso para quem costumo trabalhar que estou disponível para pegar serviço. Não tenho vergonha nenhuma, às vezes a pessoa não está pensando em você e é só dar um toque que o trabalho vem”, aconselha.

Negócio Design gráfico
Investimento inicial R$ 3.000 (montagem de um mini-escritório com um bom computador para mexer com arquivos de imagens, boa conexão com a internet para envio de arquivos pesados)
Faturamento médio mensal R$ 4.000
Média mensal de vendas De 2 a 3 trabalhos
Preço médio de venda R$ 1.500


                 Brigadeiro Gourmet


 ShutterstockO doce caracteristicamente brasileiro ganhou roupa de gala, com novos sabores e embalagens sofisticadas que deixam as tradicionais forminhas como coisa do passado. A guloseima ganhou status de presente e, com isso, atiçou as colheres de pau de todo o país.
Quando Fernanda Silveira começou no ramo, há três anos, o brigadeiro gourmet ainda não fazia parte do vocabulário das doceiras. Apesar de ser formada em letras e direito e de já ter atuado profissionalmente como professora e advogada, foi trabalhando em casa que ela se encontrou. Bem afamada por seus dotes de cozinheira em Uberlândia (MG), onde reside, começou a ganhar clientela quando sua irmã a contratou para fazer os doces do seu casamento. A então advogada viu a chance de conciliar o novo ofício com a sua recém condição de mãe e começou informalmente. Fernanda conta que no início fazia todos os tipos de doce, o que, em Minas Gerais, a tornava apenas mais uma entre tantas. Como sua receita de brigadeiro era bem elogiada, fez uma pesquisa na internet e conclui que se especializar apenas em um doce poderia ser um diferencial. Abriu então a Amor de Brigadeiro.
Desde o início da ideia, a doceira quis profissionalizar o produto e por isso investiu em logomarca, site e embalagem. “Tem gente que pensa que eu tenho loja, só por conta do visual do site”, conta. Fernanda lembra, no entanto, que usar produtos de boa qualidade é o cerne da venda “Embalagem é importante, mas o mais importante mesmo é o gosto.”
Uma boa dica é fazer parcerias com lojas locais para a revenda dos doces. A Amor de Brigadeiro também vende pela internet para diversos estados do Brasil. “Desenvolvemos uma embalagem apropriada. Só tivemos dois casos que chegou com avarias. Até para Belém já enviamos”, diz Fernanda. Além de fornecer muito para casamentos e festas de toda a região, outra frente de trabalho detectada foi o fornecimento de brigadeiros com embalagens personalizadas com a logomarca de empresas.

Negócio Brigadeiro Gourmet
Investimento inicial R$ 1.000 (ingredientes, embalagens, utensílios, construção do site)
Faturamento médio mensal R$ 600
Média mensal de vendas 700 brigadeiros
Preço médio de venda R$ 0,90  

                   Leitura complementar

Por Wagner Roque
Foto: ShutterstockMuita gente que decide montar o próprio negócio prefere fazê-lo em casa, ao menos no começo, para diminuir os riscos da empreitada. Entre outras vantagens, trabalhar por conta própria em casa permite um certo conforto e economia de tempo e de dinheiro. Mas atenção: você precisará ter muita disciplina para que isso não comprometa a sua produtividade. É fundamental delimitar o espaço físico entre a casa e o trabalho e tomar cuidado para que não haja interferência da família no dia-a-dia do negócio. Procure respeitar os horários. Nada de parar no meio do expediente para um cochilo ou para asssitir à TV. Você também não deve estar 24 horas por dia à disposição dos clientes. Lembre-se de que suas horas de descanso e de dedicação à família também devem ser sagradas tanto quanto possível.

Até pouco tempo atrás, trabalhar em casa era algo restrito a atividades como costura, produção de comida congelada e artesanato. Com o tempo, a lista foi crescendo e hoje inclui também atividades descoladas, como promoção de eventos, aluguel de som e luz para festas, agência de turismo, escritório de design para sites, criação de jogos para celulares e produção de incensos, velas e aromas. Se você se interessou por alguma dessas atividades, confira a seguir algumas dicas de empresários que atuam nesses ramos para você se dar bem.

Perfumes terapêuticos
A aromaterapia pode ser uma oportunidade para novos negócios dentro do setor de bem-estar. O mercado ligado ao bem-estar segue em alta no país. Um número cada vez maior de pessoas busca alternativas para equilibrar o corpo e a mente e para reduzir o estresse do dia-a-dia. Muitas atividades exigem investimentos relativamente altos, como a montagem de um spa urbano ou de uma clínica de terapias orientais. Mas se você tem afinidades com o ramo e não dispõe de muito capital, pode iniciar um negócio de produção de incensos, velas, sabonetes, sachês e outros aromatizantes, em sua própria casa, sem fazer grandes investimentos.
O empresário João Pedro Hessel Filho, de São Paulo, que atua no ramo, diz que o ideal é você começar fazendo um ou outro item apenas e ir aumentando a gama de produtos à medida que for se firmando no mercado. Além de vender os produtos diretamente para o consumidor final e para as lojas, você pode formar parcerias com outras empresas do ramo, como as clínicas de terapias orientais.

Há espaço também para quem quer oferecer serviços de aromatização de ambientes para empresas, como faz a aromaterapeuta e psicóloga Sâmia Maluf, da By Sâmia, de São Paulo. O trabalho consiste em estudar e mapear os problemas existentes no ambiente antes de definir que tipo de aroma será utilizado. Um consultório dentário, por exemplo, pode optar por óleos cujos aromas tranquilizem os pacientes. Para uma loja de doces, um cheirinho que estimule o apetite nos clientes pode ser uma boa ideia. Há também substâncias que instigam o aumento da produtividade. Mas é preciso se precaver com possíveis casos de pessoas alérgicas.

É importante também tomar alguns cuidados com a segurança. Como a parafina e a glicerina, duas matérias-primas muito utilizadas na área, são inflamáveis, procure instalar o negócio num cômodo livre, bem ventilado e que não seja frequentado por crianças, nem por animais de estimação. Mesmo assim, convém manter um extintor de incêndio sempre por perto. É fundamental também conhecer bem as diferentes substâncias utilizadas na produção e seus efeitos. Algumas podem causar alergia em pessoas que têm problemas respiratórios.
















Negócios

               O mundo vendeu, e eses investidores
              compraram durante a crise de 2008


AndréMachado, assessor deinvestimentos: já ganhou 500 000 reais
O assessor financeiro André Machado, de 43 anos, ficou milionário durante a crise de 2008. Enquanto a maioria dos investidores — de fundos de hedge e de pensão internacionais a pequenos poupadores — corria para aplicações ultraconservadoras, ele colocou 100 000 reais, um terço do que tinha no banco na época, no arriscadíssimo mercado futuro de opções.
Seu objetivo era apostar na queda das ações da Vale. Se errasse, poderia perder ainda mais do que havia aplicado. Como acertou — o valor de mercado da mineradora caiu pela metade em poucos meses —, ganhou 150 000 reais. Quando achou que as ações da Vale haviam chegado ao fundo do poço, no fim de 2008, investiu 150 000 reais na empresa, e embolsou mais 350 000 reais.
"Comprei um carro de luxo e reformei toda a minha casa com o que ganhei", diz Machado, que passou quase um ano acordando às 4 horas da manhã para acompanhar as ações das principais concorrentes da Vale, a BHP Billiton e a Rio Tinto, listadas na bolsa de Londres, e decidir o que faria com seu investimento aqui. "Nunca sabia com que surpresa eu acordaria, porque o mercado estava muito volátil. Mas achava que tinha uma chance única de ganhar bastante dinheiro", diz.
Olhando pelo retrovisor, parece óbvio que os últimos meses de 2008 eram o momento ideal para aplicar mais em ações. O Índice Bovespa caiu para 29 435 pontos, o menor patamar em três anos, e dezenas de empresas passaram a ter valor de mercado inferior à soma de seus ativos — o que, na matemática que rege o mercado acionário, significa que estavam extremamente baratas.
Investir quando o pessimismo está no auge é um dos conselhos mais repetidos pelos consultores financeiros — no século 19, quando a Europa estava mergulhada em guerras, o barão Nathan Rothschild, um dos maiores banqueiros da história, disse que "a hora de comprar é quando o sangue corre pelas ruas".
O problema é que, em meio ao caos que tomou conta do mercado no final de 2008, boa parte dos especialistas fechou os livros de finanças e não recomendou a seus clientes que aplicassem mais na bolsa. Primeiro, porque havia o risco real de ver as ações desvalorizar ainda mais.
Segundo, por um aguçado instinto de autoproteção. "Estávamos sendo processados por investidores que diziam que os havíamos induzido a arriscar demais antes da crise. Tínhamos de ser conservadores", afirma Peter Weiss, dono da corretora SLW. A maioria dos investidores abandonou o mercado de ações naquela época: os estrangeiros sacaram 25 bilhões de reais da Bovespa, o volume de negócios da bolsa caiu 40% e quase 30 000 pessoas físicas venderam todos os papéis que tinham.
O sangue, portanto, estava nas ruas. "Meus amigos diziam que eu estava louco, mas, para mim, ninguém é mais habilidoso que banqueiro para ganhar dinheiro. Por isso, apostei na retomada desse setor", diz Júlio Sergio Cardozo, ex-presidente da consultoria Ernst & Young Terco no Brasil.
No fim de 2008, ele aplicou 1 milhão de reais em ações de bancos estrangeiros, como Citi e Deutsche Bank, que haviam caído mais de 40%. Também investiu em papéis de instituições brasileiras, como Banco do Brasil e BicBanco, que estavam em baixa em razão do temor generalizado em relação aos bancos.
Ganhou 1,1 milhão de reais, e mantém boa parte do lucro aplicada nos mesmos papéis. "Minha carteira ainda tem potencial, principalmente com a retomada da economia americana", diz. O dono de uma consultoria de investimentos de São Paulo conta que vendeu seu carro e o da mulher para investir em papéis de grandes companhias, como Gerdau, Vale e Itaú, em outubro de 2008.
"No escritório, organizávamos espécies de grupos de investimento toda semana: cada funcionário dava uma quantia para fazermos grandes aplicações na bolsa. Depois dividíamos o lucro de acordo com o que cada um havia colocado. Até a faxineira ganhou dinheiro", diz ele.

Intuição

A melhor explicação para o comportamento dos investidores durante a crise de 2008 vem de estudos de uma área relativamente nova da economia, a psicologia financeira. No livro O Espírito Animal, o americano Robert Shiller, professor da Universidade Yale e um dos maiores estudiosos do tema, diz que é a intuição, e não o pensamento racional, que influencia as decisões econômicas da maioria das pessoas.
"Ainda que achassem que a queda das ações era exagerada, muitos investidores decidiram simplesmente seguir seus instintos e vender, como a maioria estava fazendo", diz Vera Rita de Mello Ferreira, principal especialista brasileira em psicologia econômica. "É uma reação comum durante as crises."
Para tentar evitar esse tipo de armadilha, investidores experientes costumam criar uma rotina de aplicações para ser seguida qualquer que seja a situação do mercado. É o que faz o microempresário mineiro Antonio Marcos. Sua regra é colocar 80% do patrimônio em ações quando a bolsa está em queda, e reduzir o valor para apenas 20% se houver valorização.
A grande tacada de Marcos na crise foi aplicar 500 000 reais em ações ordinárias da fabricante de papel e celulose Aracruz em outubro de 2008, quando os papéis custavam 5 reais e a empresa tinha acabado de naufragar devido a operações desastradas com derivativos exóticos. Vendeu tudo três meses depois, com lucro de 130%.
Hoje, esses três investidores que fizeram pequenas fortunas após a quebra do banco americano Lehman Brothers têm aplicado de forma mais conservadora. André Machado, que já voltou a dormir a noite toda, passou a diversificar sua carteira de ações e a fazer investimentos de curto prazo: em meados de abril, comprou papéis da BM&F Bovespa e da Usiminas.
Para ele, essas ações estão baratas em relação à média de seus setores. Antonio Marcos está com quase todo o patrimônio aplicado em CDBs de grandes bancos e títulos públicos para se proteger da inflação. Na opinião dele, quase todas as ações de empresas brasileiras estão caras. Além de manter os papéis de bancos comprados durante a crise, Júlio Cardozo divide seu patrimônio em fundos de ações e de renda fixa. "Está mais difícil ganhar dinheiro na bolsa agora", diz.
Entre os grandes investidores institucionais, os que mais ganharam dinheiro nos últimos três anos foram os que fizeram apostas de altíssimo risco. O maior exemplo é o gestor americano John Paulson. Desconhecido antes da crise de 2008, ele embolsou 4 bilhões de dólares — o maior bônus já pago em Wall Street até então — ao apostar na falência das hipotecas subprime nos Estados Unidos quando esse segmento estava em ascensão.
No ano passado, bateu seu próprio recorde e ganhou mais 5 bilhões de dólares, obtidos com investimentos pesados feitos no mercado de ouro. "São números que impressionam, mas é importante lembrar que foi esse tipo de investidor, que toma riscos muito acima da média, que ajudou a provocar a crise de 2008", diz David Laibson, professor de economia e psicologia na Universidade Harvard. "Existem pesquisas que mostram que 70% dos investidores extremamente agressivos, aqueles que compram ações de empresas em dificuldades esperando que elas se recuperem, perdem tudo ou quase tudo o que aplicaram alguns meses depois."
Em 2005, André Machado teve um prejuízo de 200 000 reais ao apostar na valorização das ações da empresa de telefonia Telemar no mercado futuro. Ele achou que ficaria milionário naquela época, mas acabou mergulhado em dívidas. Sua estratégia deu certo em 2008. O desempate fica para a próxima crise.






                   Blogs que dão muito lucro.


                       


Lançando o equivalente digital à mensagem na garrafa no vasto oceano da internet, muitas pessoas começam sites ou blogs esperando encontrar um público apreciativo para os vídeos de seus rebentos precoces, receitas de bolinhos ou comentários profundos sobre a vida cotidiana. O sonho, claro, é desenvolver uma ampla e leal legião de seguidores – e acabar lucrando com isso.
Embora a maioria desses editores de si próprios não atraia a atenção de qualquer pessoa além de familiares e amigos, existem aqueles que obtêm um reconhecimento maior – e algum lucro. O que esses bem-sucedidos têm em comum é uma paixão por seu assunto e uma quase compulsão por compartilhar o que sabem. Propaganda, merchandising, eventos offline, contratos de livros, doações – e algumas vezes a pura sorte – também podem ter alguma participação.
“Meu conselho é escolher um tópico do qual você nunca se cansará”, disse Stephanie Nelson, de 47 anos, dona de casa de Atlanta que fundou o CouponMom.com em 2001. O site compartilha dicas sobre como economizar dinheiro ao usar cupons de compras, comuns nos EUA. “Nos primeiros três anos eu não ganhei nem um tostão; para seguir com tudo, tinha de amar o que estava fazendo”.
Segundo ela, o site possui hoje mais de 3,8 milhões de visitantes por mês e a receita gerada sustenta uma família de quatro pessoas – permitindo que seu marido se aposentasse precocemente, há cinco anos. “Não estou cansada disso”, afirmou Nelson.
Metade da receita do site vem do serviço AdSense, do Google, e a outra metade de empresas como Groupon e LivingSocial – que compram anúncios diretamente com ela. O AdSense gera anúncios de texto com base nas palavras que aparecem nas páginas web. Por exemplo, se um posto do blog fala de cachorros, surgem anúncios de rações caninas.
Muitos dos anúncios do Google só geram lucro se as pessoas clicam neles – geralmente frações de centavos por cada clique. Também é possível ser pago a cada vez que um anúncio Google aparece numa página. As taxas são determinadas, em parte, por publicitários fazendo lances num leilão online.
Outras empresas, como BuySellAds.com eBlogAds, permitem que os blogueiros determinem o quanto querem cobrar pelos anúncios em seus sites. Então eles ligam os sites aos anunciantes, cobrando uma porcentagem das vendas de anúncios – geralmente, entre 14 e 30 por cento.
Blogs que se transformam em empregos
A Federated Media, empresa de gerenciamento de talentos na Web, é mais seletiva, negociando taxas em nome de criadores independentes de conteúdo que concorda em representar. No geral, valores de anúncios online variam bastante, de US$ 54 mil por dia para um anúncio no popular blog PerezHilton.com, a US$ 10 por mês no blog de quadrinhos The Soxaholix. The New York Times Co. investe na Federated Media.
Clayton Dunn, de 32 anos, e Zach Patton, de 31, os blogueiros por trás de The Bitten Word, ganham cerca de US$ 350 ao mês com os anúncios de pagamento por clique do Google e em comissões do site Amazon.com – quando os leitores seguem links de aparelhos de culinária, livros e assinaturas de revistas que eles recomendam. Dunn e Patton, que moram em Washington e blogam sobre receitas de revistas populares que tentaram fazer, começaram o site em 2008 – e hoje têm cerca de 150 mil visitantes por mês.
“Hoje ele rende mais do que o dinheiro do pão”, declarou Dunn, acrescentando que eles ainda são recompensados pelos leitores, que lhes presenteiam com iguarias como abacates frescos e xarope de gengibre havaiano.
Para quem quer aumentar a receita com anúncios, Jonathan Accarrino, fundador do blog de tecnologia e 'como fazer’ MethodShop.com, sugere ter anúncios contextuais; estes são palavras destacadas no meio dos posts, com links ao vendedor de um produto ou serviço relevante. Uma comissão é paga sobre as vendas geradas.
Segundo Accarrino, inserir vídeos num post é outra estratégia que contribui à receita anual de seis dígitos de seu blog: “Gravo tutoriais em vídeo e faço o upload ao Blip.tv”, serviço similar ao YouTube. E como o YouTube, o Blip.tv dá aos usuários a opção de colocar anúncios nos vídeos. Estes geram de US$ 1 a US$ 10 para cada mil visualizações, dependendo do anunciante.
De fato, muitos blogueiros de vídeo ganham dinheiro dessa forma. Sheila Ada-Renea Hollins-Jackson, maquiadora de 22 anos de Farmington, Michigan, recebe até US$ 200 por mês com os 63 vídeos sobre tratamentos de beleza que postou no YouTube desde 2008. “Já paga minha conta de celular”, disse ela.



Blogs que se transformam em empregos
(Continuação)
Esses blogueiros se inscrevem ou são convidados pelo YouTube para exibir anúncios com base no número de visualizações ou na qualidade do conteúdo.
Vender produtos num blog ou site pessoal pode render ainda mais dinheiro.
Darren Kitchen, de 28 anos, diz ganhar US$ 5 mil por mês vendendo adesivos, camisetas, bonés e ferramentas para hackear computadores em seu site, Hak5.org, que oferece um vídeo semanal sobre hackear computadores.
“É uma loucura o número de pessoas que quer os adesivos”, afirmou Kitchen, que iniciou o Hak5 em 2005 e afirma ter 250 mil visitantes mensais.
Contratos de livros são o objetivo final para muitos blogueiros aspirantes a escritores. Molly Wizenberg, de 32 anos, começou seu blog, o Orangette, em 2004, como forma de afiar suas habilidades de escrita após abandonar um programa de doutorado em antropologia.
Suas reflexões sobre comidas e a vida atraíram 350 mil visitantes por mês e a atenção da editora Simon & Schuster, levando à publicação no ano passado de seu livro, 'A Homemade Life: Stories and Recipes From My Kitchen Table’ ('Uma vida caseira: Histórias e receitas da minha mesa da cozinha’, em tradução livre). Em abril ela assinou contrato para escrever mais um livro.
“Isso vai além do que jamais imaginei”, afirmou Wizenberg.
Algumas pessoas simplesmente pedem que seus fãs e seguidores façam doações para apoiar seus esforços criativos. Kelly DeLay, de Frisco, no Texas, disse receber de US$ 200 a US$ 400 por mês dos visitantes de seu site, The Clouds 365 Project, no qual ele posta uma foto diária de formações de nuvens. “As pessoas podem ser bastante generosas”, disse DeLay, que começou a tirar fotos de nuvens depois de perder o emprego de diretor de mídias interativas, em 2009.
Cobrar pelo conteúdo também é uma opção. Collis Ta’eed, morador da Austrália de 31 anos, fundou o FreelanceSwitch.com, que oferece conselhos práticos a trabalhadores freelance, e o Tuts(PLUS), que traz tutoriais relacionados à tecnologia. Ele garante ganhar US$ 150 mil por mês com seus sites, a maior parte de conteúdo premium – basicamente tutoriais e e-books. “As pessoas pagarão por conteúdo se você lhes oferece algo de valor, que seja autêntico e útil de maneira geral”, disse Ta’eed, contando que seus dois sites recebem 6,4 milhões de visitantes por mês. Um exemplo de conteúdo útil é o quadro de empregos do FreelanceSwitch, que rende US$ 7 mil por mês, afirmou. Quem divulga vagas não paga nada; quem busca empregos paga US$ 9 por mês.
Blogs que se transformam em empregos
E algumas vezes, pessoas pagam para comparecer a eventos organizados por blogueiros que admiram. Steve Pavlina, de Las Vegas, disse ganhar US$ 40 mil com os workshops de final de semana que surgiram a partir de seu blog, StevePavlina.com, focado em questões ligadas ao desenvolvimento pessoal. Ele criou o blog em 2004, e diz ter 2,4 milhões de visitantes mensais. Além dos workshops, ele disse fazer cerca de US$100 mil por mês em comissões de vendas de produtos recomendados no blog, como cursos de leitura dinâmica e liquidificadores de alta velocidade.
“Digo às pessoas que, se elas querem começar um blog unicamente para ganhar dinheiro, é melhor desistir logo de cara”, afirmou Pavlina. “Você precisa gostar muito e ser apaixonado pelo assunto”.
The New York Times News Service/Syndicate - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito do The New York Times._NYT_.